Carregando...
Voltar para a página inicial
Geral

Helen Jaine se torna primeira quilombola aprovada em concurso para diplomata

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 09:29
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Helen Jaine se torna primeira quilombola aprovada em concurso para diplomata
Fatos Rápidos da Notícia
  • Helen Jaine Gomes Borgens é a primeira quilombola aprovada no concurso para carreira de diplomata
  • Ela tomou posse no dia 4 de novembro no Palácio Itamaraty
  • A aprovação ocorreu por meio da Lei nº 15.142/2025, que reserva vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas
Resumo Editorial

Aos 25 anos, a goiana Helen Jaine Gomes Borgens, da comunidade quilombola do Retiro, em Simolândia, conquistou uma vaga no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata de 2026 e tomou posse no Itamaraty, marcando um avanço na diversidade do serviço público federal.

Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, tornou-se a primeira quilombola aprovada em concurso para a carreira de diplomata no Brasil. Integrante da comunidade quilombola do Retiro, localizada em Simolândia, no nordeste goiano, ela ocupou a única vaga reservada a candidatos quilombolas no processo seletivo de 2026 do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. A jovem tomou posse na última quarta-feira (4/11), em cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, integrando a nova turma de 60 diplomatas do Ministério das Relações Exteriores.

Formada em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2025, Helen começou a sonhar com a carreira diplomática ainda durante a preparação para o vestibular, em 2017, quando um professor de História apresentou a profissão. Durante a graduação, chegou a considerar abandonar o curso, mas retomou o interesse após uma disciplina de Política Externa Brasileira e decidiu investir novamente no objetivo de ingressar na diplomacia.

A preparação para o concurso foi marcada por dificuldades de acesso à educação especializada. Depois de concluir a graduação, Helen voltou para Simolândia e passou a estudar para a seleção, considerada uma das mais exigentes do serviço público brasileiro. Morando no interior, ela não tinha acesso facilitado a cursos preparatórios e professores especializados, precisando organizar a própria rotina de estudos e aprofundar conhecimentos nas disciplinas cobradas, além de investir no aprendizado de idiomas.

O esforço foi recompensado com a aprovação na vaga destinada a candidatos quilombolas. Em entrevista à UFG, Helen destacou o orgulho de representar sua comunidade e afirmou que ficaria muito feliz em alcançar, futuramente, o posto de embaixadora, o mais alto da carreira diplomática. Mais do que isso, afirmou que deseja ser uma boa diplomata.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio