O mercado financeiro brasileiro registrou forte volatilidade na terça‑feira posterior ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, com as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registrando aumentos consistentes em diversos vencimentos. A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou o dia em 12,7%, representando alta de 17 pontos‑base em relação ao ajuste anterior de 12,528%, enquanto a taxa para janeiro de 2035 subiu 23 pontos‑base, passando para 12,57% contra 12,345% da semana passada.
Empate técnico entre os candidatos
Uma nova pesquisa BTG/Nexus revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. O levantamento, realizado entre 10 e 12 de outubro, indica que 5% dos eleitores ainda não decidiram ou optam por voto em branco ou nulo.
O equilíbrio entre os candidatos tem implicações diretas para a política fiscal e para o custo do crédito. Analistas apontam que a percepção de maior controle das contas públicas sob um eventual governo de Flávio pode favorecer a redução dos juros, embora ainda ausente um plano concreto de ajuste. Nesse cenário, o aumento das taxas dos DIs reflete a cautela dos agentes frente à incerteza política.
Pacote de alívio tributário e desafios fiscais
Em resposta ao cenário, o governo Lula anunciou um pacote que perdoa R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de MEIs (Microempreendedores Individuais), inclui a compra de dívidas privadas desses trabalhadores e repassa recursos diretos para investimento nos negócios, além de dispensar a emissão de notas fiscais. Essa iniciativa visa gerar impulso ao empreendedorismo e aliviar a carga fiscal, mas ainda depende da aprovação legislativa para se materializar.}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}]]}}}],



