A Polícia Federal identificou, entre 2025 e 2026, uma significativa reestruturação no tráfico internacional de drogas via aeroportos brasileiros, com a cocaína concentrando-se nos terminais de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ), onde foram apreendidas 1,9 toneladas, 1,1 tonelada e 36 kg, respectivamente, até setembro de 2026.
Contexto Estratégico e Reestruturação do Tráfico Internacional
A investigação da Polícia Federal revelou que a mudança nas rotas de tráfico ocorre após intensas fiscalizações nos aeroportos tradicionais de Belo Horizonte/Confins (MG) e Recife (PE), forçando as facções criminosas a redirecionarem seus fluxos para os terminais de Guarulhos, Campinas e Rio de Janeiro, em especial pelo acesso facilitado ao mercado paraguaio a partir do interior de São Paulo.
Antecedentes indicam que, em 2025, Guarulhos já registrava 1,7 toneladas de cocaína apreendidas — valor já elevado — mas o aumento para 1,9 toneladas em 2026 reflete não apenas maior volume, mas uma concentração geográfica sem precedentes, com Campinas assumindo papel central antes marginalizado no ranking de apreensões.
Até setembro de 2026, a Polícia Federal apreendeu 1,9 toneladas de cocaína no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), o maior volume registrado em todo o território brasileiro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
Delegados da Polícia Federal destacam que as investigações seguem com foco em 'asfixiar' as rotas das facções criminosas por meio de monitoramento constante, troca de inteligência entre agências e reforço na segurança aeroportuária, especialmente em Guarulhos e Campinas, onde a logística do tráfico é mais dinâmica.
Especialistas apontam que a reestruturação do tráfico deve gerar impactos na logística criminosa, com possíveis rupturas entre facções e maior vulnerabilidade às ações federais, o que pode levar a novos esquemas de evasão ou à migração para rotas alternativas no Nordeste e no Norte do país.



