Na madrugada de 7 de outubro, o renomado cirurgião plástico alemão Alexander Aslani, de 57 anos, foi executado a tiros dentro de sua clínica em Marbella, na Espanha, diante de pacientes, equipe e sua esposa, após ser baleado à queima-roupa na cabeça por um atirador de 18 anos que havia viajado especialmente até a cidade para cometer o crime.
Investigação Criminal e Dinâmicas por Trás do Assassinato
A polícia espanhola, sob coordenação da Guardia Civil, identificou o suspeito como um jovem de 18 anos com histórico de envolvimento em atos violentos, que teria sido contratado por uma mulher que procurou o serviço de lipoaspiração e redistribuição de gordura corporal semanas antes do crime, mas teve o procedimento recusado por razões psicológicas segundo avaliação médica. O crime ocorreu por volta das 18 horas na frente do público presente à clínica, com o atirador agindo à queima-roupa e fugindo imediatamente após os disparos.
Alexander Aslani, referência internacional em cirurgia de contorno corporal, construiu carreira marcada por mais de três décadas de experiência e milhares de procedimentos realizados em mais de 40 países, tendo atuado anteriormente em hospitais renomados na Inglaterra antes de se estabelecer em Marbella como chefe de cirurgias plásticas do grupo Quirón. A investigação policial se concentra em mapear a cadena de encomenda do crime, identificar cúmplices e esclarecer os motivos que levaram ao plano meticuloso do atentado.
Mais de três décadas de experiência e milhares de procedimentos cirúrgicos consolidaram Alexander Aslani como especialista internacionalmente reconhecido na cirurgia plástica estética.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Sociedade Europeia de Cirurgia Plástica Estética (ESAPS) emitiu nota oficial lamentando a perda do profissional, destacando seu legado excepcional no avanço da medicina estética e seu papel fundamental na internationalização da cirurgia de contorno corporal. Autoridades espanholas confirmaram que o caso está sob sigilo judicial, com foco em desvendar quem contratou o atirador e localizar os possíveis cúmplices ainda não identificados.
Espera-se que novas diligências resultem em prisões até o final do ano judiciário espanhol, com possibilidade de extradição se comprovada participação fora do país. A morte do médico reacendeu debates sobre a segurança em clínicas médicas internacionais e a vulnerabilidade de profissionais expostos a demandas controversas.



