A ideia de que uma taça de vinho tinto por dia protegeria o coração é difundida, mas exige cautela. Segundo o cardiologista Carlos Alberto Pastore, observar menos doenças entre pessoas que bebem pequenas quantidades não significa que a bebida seja responsável por essa diferença, já que fatores como alimentação, atividade física e tabagismo também influenciam os resultados.
A declaração científica de 2025 da Associação Americana do Coração aponta incertezas sobre os efeitos do consumo baixo a moderado e não recomenda iniciar o consumo de álcool para obter benefícios à saúde. O texto também ressalta que não existe quantidade de álcool completamente isenta de riscos e que a bebida aumenta a chance de diferentes tipos de câncer, incluindo mama, fígado, intestino e esôfago.



