O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais frequente entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), são esperados mais de 77 mil novos casos anuais até 2028. A doença ganha destaque neste domingo (1º), data que marca o início do Novembro Azul, período dedicado à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de próstata.
A vergonha e o medo são apontados como barreiras que impedem muitos homens de falar sobre o tema e realizar exames, o que atrasa o diagnóstico e pode levar a complicações fatais. Em 2026, foram registradas 11.257 mortes pela enfermidade, conforme dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) do DATASUS divulgados em setembro, o que corresponde a aproximadamente 46 óbitos por dia.
O tumor se desenvolve inicialmente como um pequeno caroço na próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável por produzir parte do líquido seminal. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada.
Os sintomas iniciais costumam ser silenciosos, mas podem incluir dificuldade para urinar, jato fraco, aumento da frequência urinária e presença de sangue na urina. Como esses sinais também aparecem em problemas benignos, como hiperplasia prostática e prostatite, apenas exames podem confirmar a causa.
O diagnóstico começa com o toque retal e o exame de sangue PSA; se houver alterações, a biópsia confirma a doença. Ambos os exames são oferecidos gratuitamente pelo SUS. Para reduzir os riscos, recomenda-se alimentação saudável, controle de peso, prática regular de exercícios físicos e evitar tabaco e álcool.



