Em laboratório de alta energia, cientistas do Niels Bohr Institute, sob supervisão do físico Thiago Félix, reproduziram, por meio da colisão quase à velocidade da luz dos núcleos de oxigênio-16 e neônio-20, o plasma de quarks e glúons — estado da matéria que predominou nos primeiros instantes do Universo e que deu origem às partículas elementares que hoje compõem toda forma de vida.
Contexto Científico e Metodologia Experimental
A reprodução do plasma quark-gluon, ocorrendo em intervalo inferior a um microsegundo após a colisão, foi detectada por meio de rastreamento de partículas subatômicas emitidas pelo choque, conforme descrito no relatório técnico divulgado pela instituição. A escolha dos núcleos de oxigênio e neônio, em vez dos tradicionalmente utilizados com chumbo, ampliou a compreensão das condições necessárias para a formação deste estado primordial de matéria.
O s pesquisadores destacam que a técnica empregada permite mapear, com maior precisão, os limites termodinâmicos e energéticos que viabilizam a criação do plasma em sistemas mais enxutos, abrindo caminho para estudos com hélio-4 e outros núcleos leves em próximas fases experimentais.
A colisão gerou um plasma de quarks e glúons que durou apenas uma fração de segundo antes de se expandir.
Repercussões Científicas e Perspectivas Futuras
As declarações do Niels Bohr Institute indicam que a capacidade de produzir plasma quark-gluon com núcleos leves sugere avanços na simulação das condições do Big Bang primordial, com implicações diretas para teorias sobre a origem da matéria no Universo.
O próximo passo previsto é a realização de colisões com núcleos ainda menores, como o hélio-4, visando determinar até onde o fenômeno persiste ao reduzir drasticamente o tamanho dos constituintes nucleares.



