Entre 23h34 de quinta-feira (27) e 2h51 da madrugada de sexta-feira (28), horário de Brasília, um eclipse lunar parcial, com 93% da superfície lunar coberta pela sombra terrestre, proporcionou um fenômeno celeste marcado por intensas variações térmicas e a caracterizada 'Lua de Sangue', visível em todo o território nacional sem necessidade de equipamentos específicos.
Contexto Astronômico e Características do Fenômeno
A apuração realizada por meio de relatório técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, corroborado pelo astrônomo Emerson Roberto Perez, indica que o eclipse parcial iniciou-se às 23h34 do dia 27 e se estendeu até as 2h51 do dia 28, período durante o qual 93% da Lua esteve sob a penumbra terrestre, configurando um evento de grande relevância científica e cultural para o Brasil.
O fenômeno, classificado como eclipse lunar parcial devido à cobertura superior a 90% da superfície lunar, resultou na refração da luz solar pela atmosfera terrestre, processo que absorve os comprimentos de onda azuis e permite a passagem da radiação vermelha, conferindo à Lua a tonalidade avermelhada típica da chamada 'Lua de Sangue', conforme explicado pelo astrônomo Thiago Gonçalves.
A parte iluminada da Lua atinge temperaturas entre 100 °C e 120 °C durante o eclipse parcial, enquanto a área escura registra até -120 °C.
Repercussão Científica e Diretrizes para O bservação
A visibilidade em todo o território nacional permitiu que qualquer cidadão observasse o fenômeno a olho nu, bastando conditions favoráveis de clareza do céu e baixa poluição luminosa urbana, conforme recomendação do astrônomo Emerson Roberto Perez.
A temperatura extrema observada na superfície lunar — entre 100 °C e 120 °C na área iluminada e até -120 °C na escura — evidencia a capacidade do fenômeno em provocar mudanças físicas significativas no satélite terrestre, processo que ocorre durante aproximadamente uma hora após o início da totalidade parcial.



