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Política

Governo lança ferramenta para bloquear celulares em presídios sem autorização judicial

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 14 min
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Governo lança ferramenta para bloquear celulares em presídios sem autorização judicial
Fatos Rápidos da Notícia
  • O governo federal publicou na terça‑feira, 13, o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, que permite o bloqueio de celulares em presídios sem precisar de decisão judicial.
  • A última operação Mute, realizada no início de outubro, apreendeu 598 celulares, mobilizou 4.212 policiais penais, atingiu 107 estabelecimentos prisionais e revisou 3.604 celas, custodiando mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade.
  • Com a nova medida, as administrações penitenciárias estaduais deverão identificar as ocorrências e encaminhar informações à Anatel, que adotará o bloqueio; o decreto visa combater o crime organizado e está inserido nas agendas de segurança pública dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Resumo Editorial

A ferramenta federal permite bloqueio imediato de celulares e sinais em presídios, sem autorização judicial, atingindo 88 mil detidos em 30 dias.

Na terça‑feira, 13 de outubro, o governo federal oficializou o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, instituição que viabiliza o bloqueio direto de celulares e a interrupção de sinais de radiocomunicação nas unidades prisionais, sem a necessidade prévia de decisão judicial.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A publicação do decreto, resultante de um minucioso levantamento das lacunas identificadas nas penitenciárias brasileiras, estabelece um painel coordenado pela Anatel e pelo Ministério da Justiça, cujo objetivo é neutralizar as comunicações ilícitas que alimentam o crime organizado dentro dos presídios, conforme revelado pela operação Mute, que no início de outubro apreendeu 598 aparelhos em 107 unidades e mobilizou 4.212 policiais penais para revistar 3.604 celas onde mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade se encontravam.

As administrações penitenciárias estaduais foram determinadas a identificar as ocorrências e repassar os dados técnicos à Anatel, que ficará responsável pela efetivação do bloqueio; a iniciativa se insere nas agendas eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que defendem medidas mais duras contra o crime organizado e na proposta de criação do Ministério da Segurança Pública.

Ponto de Destaque

Mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade serão impactadas pela neutralização total das comunicações ilícitas nos presídios nacionais.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

O decreto recebeu manifestações imediatas do Ministério da Justiça, que destacou a necessidade da medida para reforçar a segurança pública e combater a organização criminosa, ao mesmo tempo em que ressaltou a obrigatoriedade de cooperação intergovernamental com os estados e o Distrito Federal para garantir a eficácia das ações.

Flávio Bolsonaro (PL) saudou a iniciativa como parte integrante do seu plano de governo, que prevê ainda a construção de novos presídios federais, a redução da maioridade penal para 16 anos e a aplicação da castração química aos estupradores, reforçando o compromisso com políticas punitivas mais severas.

Atenção / Ponto Crítico
O s estabelecimentos prisionais têm prazo máximo de 30 dias para reportar as ocorrências à Anatel e garantir a implementação imediata do bloqueio.

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