Até o dia 1º de novembro, a Rota da Bioeconomia abrirá nove itinerários turísticos interligados em pontos estratégicos da Grande Belém, Ananindeua, Santa Bárbara do Pará e as ilhas do Combu e de Cotijuba, com o propósito de integrar visitantes às cadeias produtivas que convertem recursos florestais em bens de valor agregado, sob o amparo do Programa Floresta em Pé e no âmbito da COP30.
Contexto Institucional e Estruturação da Iniciativa
A iniciativa foi concebida pela Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO) no decorrer da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), evento que consolidou o compromisso global com a preservação da Amazônia e a valorização de seu capital natural, e conta com o patrocínio institucional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas), vinculada ao Programa Floresta em Pé, mecanismo que assegura incentivos financeiros e técnicos à conservação florestal por meio de parcerias com o Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) e implementação pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
A programação, estruturada em parceria com a Vida Caboca Turismo, oferece atividades diversificadas que demonstram a cadeia produtiva do látex, o beneficiamento de sementes como o cumaru, a produção artesanal de chocolate e a fabricação de sorvetes com frutos regionais, permitindo ao turista vivenciar não apenas a extração dos recursos, mas também sua transformação em biomateriais, alimentos e bens de consumo, tudo isso enquanto preserva a integridade ambiental do bioma.
A Rota da Bioeconomia oferece nove experiências turísticas que convertem recursos florestais em produtos de alto valor agregado até 1º de novembro.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
As autoridades ambientais do Pará destacaram que a sinergia entre turismo e bioeconomia representa um modelo viável para conciliar desenvolvimento socioeconômico local com a manutenção da cobertura florestal, conforme declaração da secretária-executiva da Semas, Ana Paula Viana: "O programa demonstra que a economia sustentável não é apenas compatível com a preservação, mas depende dela para gerar valor duradouro"
Com o apoio técnico do Ministério do Turismo e da Secretaria Especial da Cultura, a expectativa é que os projetos sirvam de referência para outras regiões amazônicas, ampliando os impactos econômicos diretos sobre comunidades tradicionais e estimulando novas iniciativas de ecoturismo empresarial nos próximos anos.



