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Polícia

MPSP faz operação contra ex-número 3 da Fazenda de Tarcísio: confira os principais fatos apurados

PorRamiro BritesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 12:02
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MPSP faz operação contra ex-número 3 da Fazenda de Tarcísio: confira os principais fatos apurados
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-chefe da Diretoria Executiva da Administração Tributária (DEAT), André Weiss, número três da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), foi alvo de busca e apreensão na manhã de 3/9 por participar de organização criminosa que concedia créditos de ICMS em troca de propina.
  • A propina pagável por Weiss chegou a R$ 4,5 milhões, iniciando em abril de 2023, com parcelas de R$ 250 mil, conforme apuração do Gedec do MPSP.
  • Weiss ocupou o terceiro cargo mais poderoso da Sefaz-SP desde novembro de 2023, deixando o cargo em maio de 2026, e coordenou grupo de trabalho com oito auditores fiscais após a prisão de Sidney Oliveira.
Resumo Editorial

A O peração Ícaro desarticulou fraude tributária que soneou R$ 4,5 milhões em créditos de ICMS, com envolvimento de ex-funcionário da Sefaz-SP e esquema de propina sistêmica.

Na manhã de 3 de setembro, o ex-chefe da Diretoria Executiva da Administração Tributária (DEAT), André Weiss, número três da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), foi alvo de busca e apreensão como parte da O peração Ícaro do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que desarticulou um esquema de fraude tributária baseado na concessão indevida de créditos de ICMS em troca de propina, totalizando R$ 4,5 milhões pagos ao longo de dois anos.

Contexto Institucional e Apuração Preliminar

A operação, coordenada pelo Gedec do MPSP, revelou que Weiss, ao assumir a direção da Delegacia Tributária do Butantã em maio de 2023, manteve Paulo Sérgio Siqueira Prado — conhecido como PP — como chefe do órgão, facilitando a cobrança sistemática de propina em troca de benefícios fiscais para grandes varejistas.

Desde novembro de 2023, Weiss ocupou o terceiro cargo mais relevante da Sefaz-SP, deixando o cargo em maio de 2026 após acumular experiência na fiscalização e coordenação de equipes, o que possibilitou a estruturação do esquema com o apoio de auditores subordinados.

Ponto de Destaque

O ex-chefe da DEAT recebeu R$ 4,5 milhões em propina pagas por um auditor fiscal para garantir vantagens tributárias indevidas.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Fiscais

A Defensoria Pública e a Advocacia-Geral da União já acionaram os órgãos competentes para apurar responsabilidades civis e penais, enquanto o MPSP mantém investigação paralela sobre a participação de dirigentes empresariais em conexão com o caso.

Especialistas apontam que a desarticulação do esquema pode gerar impacto no fluxo de arrecadação estadual e exigir ajustes nos protocolos internos da Sefaz-SP para prevenir novas fraudes.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Federal já determinou a suspensão preventiva dos benefícios fiscais concedidos sob o esquema investigado até novo despacho judicial definitivo.

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