A Polícia Federal prorrogou o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, vinculado ao Banco Master, adiado para 24 de setembro, após solicitação da defesa que alegou impossibilidade de acesso integral a documentos sigilosos pertinentes à investigação sobre fraudes na aquisição de créditos públicos e movimentações financeiras suspeitas.
Investigação e Procedimentos Judiciários da O peração
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ausência de acesso à petição sigilosa que detalha os pagamentos efetuados por Vorcaro, reforçando a necessidade de transparência processual para a garantia do contraditório e ampla defesa.
Conforme apontado pela Coordenação Anticorrupção da Polícia Federal, o casal de parentesco próximo ao investigado — cunhado e sogra — movimentou recursos superiores a R$ 4,9 milhões em veículos de luxo, incluindo Cadillac e Range Rover, sem rastreamento oficial, configurando possível estrutura de lavagem de ativos vinculada ao esquema fraudulento em curso.
Cunhado de Daniel Vorcaro gastou R$ 1,2 milhão em veículo sem rastreamento, segundo laudo da Coaf.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Temporais
A decisão da Justiça Federal suspendeu o depoimento do investigado no mesmo dia em que o STF marcou sessão para analisar mensagens privadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, evidenciando tensão entre sigilo processual e transparência institucional.
Especialistas em direito processual indicam que nova prorrogação pode gerar nulidade por atraso injustificado, enquanto a PGR sinaliza possibilidade de recurso contra medida liminar que suspendeu o oitiva.



