O Parlamento da Groenlândia ratificou nesta terça-feira (3) o acordo de segurança firmado no início deste ano com os Estados Unidos. A votação encerrou com 16 votos favoráveis, nenhum contrário e sete abstenções, consolidando o apoio da maioria dos parlamentares já sinalizado em debate anterior.
O tratado amplia a atuação das Forças Armadas dos Estados Unidos na Groenlândia, abrindo caminho para a construção de duas novas bases militares e para a implantação do sistema de defesa antimísseis "Domo Dourado", ao mesmo tempo que reafirma a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. O acordo foi assinado originalmente em setembro pelos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia para pôr fim às tensões geradas pelas ameaças do presidente Donald Trump de assumir o controle da ilha.
O ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Mute Egede, afirmou que a ratificação representa um passo importante para a ilha, destacando que a paz e a estabilidade não podem mais ser consideradas garantidas. Já o partido de oposição Naleraq questionou os benefícios econômicos do tratado, afirmando que não obteve ganhos financeiros com o acordo e busca melhores condições para quando o território se tornar um Estado independente.
O Parlamento da Dinamarca deve realizar a primeira leitura do projeto de lei em 11 de novembro, seguida de uma segunda leitura e votação em 19 de novembro. O acordo executivo entrará em vigor após ser ratificado pela Dinamarca e pela Groenlândia, sem necessidade de aprovação do Senado dos Estados Unidos.



