Na terça-feira (8/9), a O rganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (O CDE) divulgou os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, que revelam uma redução significativa na distância de desempenho entre o Brasil e as nações desenvolvidas ao longo dos últimos dois ciclos, apesar da persistência de desigualdades estruturais no ensino público.
Contexto Institucional e Histórico da Avaliação Educacional
A aplicação do exame, realizada entre abril e maio de 2025 com 30.140 estudantes brasileiros, abrangeu 760 mil participantes em 91 países, sendo que 84,7% estavam matriculados no Ensino Médio, conforme informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A análise dos dados evidencia uma queda consistente nas lacunas de desempenho em leitura, matemática e ciências entre o Brasil e as nações desenvolvidas desde 2006, com a diferença em leitura diminuindo de 102 para 58 pontos, em matemática de 131 para 92 e em ciências de 113 para 77 pontos.
O relatório destaca ainda que a recuperação da aprendizagem brasileira pós-pandemia superou o ritmo médio observado nos países da O CDE, com destaque para os ganhos expressivos em ciências, onde as notas subiram de 403 para 409 em relação ao ciclo de 2022, reforçando a tendência de melhoria gradual no sistema educacional nacional.
A diferença na média de desempenho entre o Brasil e países desenvolvidos caiu de 113 para 77 pontos em ciências entre 2006 e 2025.
Repercussão Jurídica e Estratégias Nacionais
A ministra da Educação, Camilo Santana, afirmou que os resultados confirmam a eficácia das políticas de recuperação pedagógica implementadas desde 2021, com ênfase na formação docente e na ampliação do acesso a materiais didáticos digitais, embora reconhecesse a necessidade de aprofundar os investimentos em escolas públicas das regiões mais vulneráveis.
Especialistas apontam que o avanço nos indicadores está ligado à ampliação do ensino integral e à adoção de metodologias ativas nas redes estaduais, mas alertam que a sustentação desses ganhos dependerá da continuidade do financiamento e da supervisão rigorosa dos programas federais.



