A manifestação "Vire à direita: UFRN Anti-Lula", realizada no dia 19 de novembro de 2023, no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sem autorização institucional, desencadeou confrontos físicos entre manifestantes identificados com movimentos de direita e grupos opositores, sob a presença do deputado federal General Girão e da deputada estadual eleita Camila Araújo.
Contexto Institucional e Histórico da Manifestação
A apuração revelou que a organização do ato ficou a cargo de estudantes vinculados ao Direita UFRN e Endireita RN, sem recurso público nem financiamento partidário, conforme relatado por Paula Castelo Branco, líder do movimento, que destacou o fornecimento coletivo de equipamentos de som pelos próprios participantes.
Antecedentes indicam que episódios prévios de alegada intimidação política contra estudantes conservadores motivaram a mobilização, enquanto autoridades universitárias e parlamentares denunciam o descumprimento das normas de uso do espaço acadêmico e possíveis infrações eleitorais.
O confronto resultou em danos ao patrimônio público da UFRN e ameaças à integridade física de pelo menos três estudantes e dois servidores durante os confrontos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A reitoria da UFRN repudiou veementemente a manifestação, afirmando que ela violou normas internas, causou prejuízos ao patrimônio público e gerou risco à segurança acadêmica, comprometendo o desenvolvimento das atividades pedagógicas.
Enquanto isso, a deputada federal Natália Bonavides acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para investigar possíveis infrações eleitorais e episódios de violência política, e a deputada Duda Salabert protocolou representação contra General Girão no Conselho de Ética por incentivar intimidação no ambiente universitário.



