Na manhã de quinta-feira (3/9), a Polícia Federal deflagrou uma operação coordenada para apurar um esquema estruturado de compra de votos em Nilópolis, no Rio de Janeiro, durante as eleições municipais de 2024, com base em investigação que teve início em outubro de 2024 e resultou na prisão em flagrante de 24 pessoas, conforme confirmado por relatório técnico da corporação.
Contextualização da Investigação e Antecedentes da O peração
A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, cumpre mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e de acesso a dados digitais armazenados em dispositivos eletrônicos, com o objetivo de mapear a rede de influência e financiamento irregular que atuava no município.
A investigação inicial, deflagrada em outubro de 2024, evidenciou padrões de coerção eleitoral por meio do uso de violência psicológica e favorecimento ilícito, culminando na identificação de líderes comunitários e agentes públicos envolvidos no esquema.
O esquema investigado movimentou valores superiores a R$ 2 milhões em propinas ilícitas visando garantir a eleição de candidatos em Nilópolis.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O Ministério Público Federal já acionou a Justiça Eleitoral para pleitear a anulação dos votos suspeitos e instar a abertura de inquérito por crimes contra o processo eleitoral previstos no Código Penal.
As autoridades apontam que novas diligências devem ocorrer até o dia 15 de outubro, data limite para o envio do laudo pericial ao TSE, sob pena de suspensão dos direitos políticos dos envolvidos.



