No primeiro bloco do debate promovido pelo com os candidatos ao Governo do Distrito Federal, na quinta-feira (10/9), Celina Leão (PP) exerceu seu direito de resposta após questionamento de José Roberto Arruda (PSD), que acusou o vice-candidato Gustavo Rocha de receber recursos do Banco Master, ao afirmar que a família dele havia viajado em aeronave de propriedade do empresário Daniel Vorcaro.
Contextualização das Acusações e Direito de Resposta
A apuração revelou que o embate verbal ocorreu após Arruda destacar o repasse financeiro realizado pelo Banco Master a Gustavo Rocha, vice-candidato de Celina Leão, fato este que motivou a defesa da candidata, a qual negou categoricamente qualquer envolvimento de seus familiares em atividades ligadas ao avião particular de Daniel Vorcaro, proprietário do instituto financeiro.
O contexto institucional envolve o exercício do direito de resposta previsto no regimento dos debates eleitorais, garantindo aos postulantes a oportunidade de contestar afirmações consideradas ofensivas ou distorcidas, enquanto o Judiciário Eleitoral já havia sinalizado indícios de irregularidade no fluxo de recursos entre o referido banco e a chapa de Arruda.
Celina Leão negou ter mencionado as herdeiras de Arruda como ocupantes do jatinho do Banco Master, destacando que tal alegação fere o respeito à dignidade familiar.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A Polícia Federal já investiga denúncias sobre possíveis irregularidades no repasse de recursos do Banco Master a políticos distritais, com foco especial no caso Gustavo Rocha, cujos extratos bancários foram requisitados pela Procuradoria Regional da República da 1ª Região.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deve avaliar a necessidade de abrir inquérito formal para apurar se houve abuso de poder econômico ou uso indevido de bens particulares em contexto eleitoral.



