Durante o terceiro bloco do debate promovido na quarta‑feira, 10 de setembro, os candidatos ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) e Paula Belmonte (PSDB) defenderam a realização de auditoria no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas‑DF) e a ampliação da rede de atendimento do plano de saúde dos servidores, evidenciando a necessidade de transparência e expansão dos serviços.
Contexto Institucional e Histórico da Auditoria Proposta
A apuração revelou que o Inas‑DF enfrenta déficit financeiro estimado em quase R$ 200 milhões, decorrente da inadimplência de convênios e da descredenciamento de 226 clínicas, fato este destacado por Grass ao questionar a gestão atual.
Antecedentes indicam que o ex‑presidente do instituto, Ney Ferraz, foi condenado a nove anos e nove meses de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro, situação que intensificou a exigência de um exame rigoroso da contabilidade e da governança do órgão.
Auditoria no Inas‑DF será realizada em 7 de janeiro de 2027 para apurar dívida de quase R$ 200 milhões e descredenciamento de 226 clínicas.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Governo
As propostas de ambos os candidatos geraram reações distintas: Grass afirmou que o Inas não será usado como instrumento político, citando a condenação de Ney Ferraz como alerta contra práticas corruptas, enquanto Belmonte comprometeu-se a conduzir a auditoria ainda em janeiro de 2027 para garantir transparência e ampliar os convênios em âmbito nacional.
Especialistas apontam que a viabilidade da auditoria dependerá da colaboração do Poder Executivo distrital com o Tribunal de Contas e da disponibilidade de recursos técnicos para a análise dos balanços financeiros do instituto.



