Na conturbada efervescência do segundo turno das eleições presidenciais, o estrategista Pablo Marçal, recentemente incorporado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o ex-candidato Renan Santos possui "um perfil de Hitler absurdo", gerando reposta imediata por parte do político paulista, que rebateu com ironia, denominando Marçal de "futuro ministro da Prosperidade", promessa de campanha do senador em caso de vitória eleitoral.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Declaração
A apuração revelou que a declaração de Pablo Marçal foi proferida em 19 de outubro durante participação no podcast IronTalks TV, onde ele justificava a necessidade de intensificar a estratégia de ataque contra Renan Santos no segundo turno, associando-o a características autoritárias e totalitárias incompatíveis com a ideologia conservadora da chapa. Marçal destacou que a criação de uma "seita" em torno do nome de Renan por parte de apoiadores jovens representava um risco para o projeto político da campanha, defendendo que tais dinâmicas divergiam radicalmente da essência da direita brasileira.
O ex-coach, que assumiu papel central na reta final da campanha de Flávio Bolsonaro, tem sido apontado como provável indicado para o Ministério da Prosperidade, prometido pelo senador caso seja eleito. A controvérsia surgiu em um momento estratégico, com apenas semanas para o segundo turno, e trouxe à tona tensões internas entre diferentes frentes da campanha do PL.



