O Google anunciou novos controles que desativam por padrão produtos de inteligência artificial, como o assistente Gemini e a Busca, para contas de alunos do ensino fundamental e médio. Os administradores escolares precisarão ativar explicitamente essas ferramentas caso queiram disponibilizá-las. A medida reverte uma decisão de agosto, quando o Gemini havia sido liberado por padrão no aplicativo Google Classroom.
A empresa afirmou que as mudanças respondem a pedidos de educadores e legisladores por maior controle sobre o uso de IA nas escolas. Chris Phillips, vice-presidente de educação do Google, declarou ao New York Times que “a busca e a IA estão profundamente integradas” e que escolas que proibirem a IA “não terão acesso à busca e verão uma mensagem da escola indicando que ela não está disponível”.
Diversos distritos, incluindo as redes públicas de Nova York e Los Angeles, já proibiram ferramentas de inteligência artificial generativa para muitos ou todos os alunos neste ano letivo. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou a nova política do Google em publicação no LinkedIn, acusando a empresa de tentar “forçar” a entrada da IA nas escolas e afirmando que “nenhuma empresa deveria ter o poder de ditar como educamos nossos filhos”.
O Google informou que compartilhará mais detalhes com as escolas nos próximos meses antes da implementação das mudanças. A companhia também disse que as escolas poderão ativar o Gemini, o Gemini Notebook e a Busca individualmente, embora a publicação sugira que não será possível usar a Busca sem recursos de IA.



