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Polícia

Justiça condena Meta a indenizar Miss SP por racismo digital não apagado

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 06:03
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Justiça condena Meta a indenizar Miss SP por racismo digital não apagado
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Meta foi condenada a pagar R$ 50 mil à modelo Milla Vieira por não ter retirado integralmente comentários racistas contra ela no Instagram após sua vitória como Miss Universe São Paulo em 2024
  • A sentença foi proferida pela 2ª Vara Cível de São Paulo, com base em ação movida pela modelo que alegou ter sofrido ofensas de cunho racista após o concurso
  • O juiz determinou multa financeira por descumprimento de ordem liminar que exigia a exclusão total dos comentários ofensivos, apesar da Meta ter retirado apenas parte dos conteúdos
Resumo Editorial

A Justiça impôs à Meta multa de R$ 50 mil por não cumprir ordem judicial de exclusão total de comentários racistas contra Miss SP nas redes digitais.

A 2ª Vara Cível de São Paulo condenou a Meta, responsável pelo Instagram, ao pagamento de multa de R$ 50 mil à modelo Milla Vieira, eleita Miss Universe São Paulo em 2024, após constatarem descumprimento parcial da ordem judicial que determinava a exclusão total de comentários racistas contra a vencedora nas redes sociais.

Contexto Institucional e Procedimentos Judiciais da Ação

A sentença, proferida com base em ação movida pela modelo por meio de seu advogado Eduardo Lemos Barbosa, constatou que a Meta não cumpriu integralmente a decisão liminar que exigia a retirada de ofensas de cunho racista publicadas no Instagram após sua coroação.

O caso transitou pela 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, com a Meta ainda podendo recorrer da decisão, enquanto Milla Vieira, residente no Canadá, relatou ter enfrentado humilhações digitais após a divulgação do resultado do concurso.

Segundo o magistrado, o descumprimento da ordem judicial configurou infração à norma processual civil, ensejando a aplicação da multa prevista no dispositivo.

A ação civil pública visa proteger direitos fundamentais à dignidade e à igualdade perante a lei, especialmente em face de discriminação racial institucionalizada.

A investigação confirmou que os comentários ofensivos continham referências explícitas à suposta 'cota racial' utilizada para questionar a legitimidade da vitória de Milla como negra no certame.

Testemunhas e análises digitais corroboraram a presença de aglomeração de mensagens hostis espalhadas por diversas contas no ambiente virtual.

A Meta alegou dificuldade técnica na identificação de autores dos comentários mais incisivos, alegando que alguns seriam menores de idade e não poderiam ser responsabilizados integralmente.

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