Na manhã de 24 de agosto, a 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a operação O uro Reverso, segunda fase da investigação iniciada em maio de 2025, com o objetivo de desarticular uma rede de receptação de alianças de ouro roubadas no entorno do chamado 'círculo de fogo', região da Grande São Paulo onde o ciclista Vitor Medrado foi morto em fevereiro deste ano.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A ação policial, que contou com o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, visa desmantelar uma estrutura criminosa responsável pela compra, derretimento e comercialização de joias oriundas de assaltos a pedidos, prática que se intensificou após o homicídio do ciclista Vitor Medrado, ocorrido na zona oeste paulista em fevereiro de 2025.
As investigações revelaram que a quadrilha, liderada por Suedna Barbosa Carneiro — conhecida como 'Mainha do Crime' — operava com a mediação de seu principal negociador, Rony Gonçalves, que já havia sido preso na primeira fase da operação realizada em maio e agora responde por envolvimento em receptação qualificada e participação em organização criminosa.
A operação desarticulou uma rede que movimentava milhões em ouro roubado por meio da compra clandestina e posterior fusão de joias em empresas fachada na região do círculo de fogo.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
O Ministério Público Federal já notificou os alvos para prestar esclarecimentos sobre os fatos, enquanto a Justiça Federal deve avaliar a aplicação de medidas cautelares que incluem o congelamento de bens e a suspensão de atividades comerciais vinculadas à lavagem de metais preciosos.
As autoridades sinalizaram que a desativação da rede pode abrir caminho para novos inquéritos sobre outros crimes relacionados ao tráfico de ouro na região metropolitana paulista.



