Cerca de dois mil soldados salvadorenhos chegaram ao Haiti na noite de quarta-feira (28), segundo um funcionário da área de segurança ouvido pela Reuters, e o contingente deve ser limitado a 2,5 mil militares, de acordo com duas fontes com conhecimento do assunto. As autoridades ainda não esclareceram quem comandará as tropas nem quais serão as regras de engajamento, o que gera preocupações sobre riscos adicionais para civis em um país com histórico de intervenções estrangeiras prejudiciais.
O deslocamento foi apresentado por Bukele como uma missão de resgate dos quatro técnicos de aeronaves que integravam a Força de Supressão de Gangues no Haiti, apoiada pela ONU. Eles estão desaparecidos desde que saltaram de um veículo em chamas durante uma emboscada em uma área controlada por gangues nos arredores de Porto Príncipe. Embora autoridades haitianas e salvadorenhas afirmem que a principal missão é resgatar os técnicos, o tamanho do contingente — que em dez dias mobilizou um número de soldados que a força apoiada pela ONU teve dificuldades para alcançar em mais de um ano — levanta questionamentos sobre uma possível operação mais ampla e de longo prazo.



