Cerca de duas mil pessoas, incluindo 50 crianças, permaneciam presas em Oleshky, município severamente destruído e sob ocupação russa contínua desde abril de 2022. Segundo autoridades ucranianas, a cidade ficou sem alimentos, eletricidade, gás e medicamentos desde setembro, com todas as vias de acesso minadas ou repletas de drones.
O cessar-fogo temporário, iniciado na terça-feira e válido até domingo, permitiu o início da retirada nesta sexta-feira. A operação conta com 25 ônibus com capacidade para 750 passageiros e prevê que os civis passem pela Crimeia, Rússia e Bielorrússia até chegar à fronteira ucraniana no sábado.
O ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubinets, viajou a Oleshky para acompanhar os retirados, tornando-se a primeira autoridade ucraniana de alto escalão a ir abertamente a áreas ocupadas pelos russos desde o início da guerra. A homóloga russa Yana Lantratova também esteve presente e ambos foram vistos conversando com moradores.
Lubinets declarou em comunicado que pessoas que desejam ir para o território da Federação Russa e aquelas que querem partir para o território da Ucrânia terão essa oportunidade. A retirada acontece enquanto Zelensky acusa a Rússia de minar vias de acesso para impedir a saída dos moradores.



