A Corregedoria da Polícia Civil identificou indícios robustos de corrupção e lavagem de dinheiro dentro do 1º Distrito Policial de Barueri, onde foram apreendidos 49 celulares lacrados, R$ 19,5 mil em espécie e dois revólveres de calibre.38 nas salas de investigação, após uma denúncia que apontava para a interceptação indevida de cargas de eletrônicos e a exigência de propina para liberar produtos.
Apuração da O peração Merx e Contexto das Evidências
A operação deflagrada em 28 de setembro investigou um esquema criminoso envolvendo policiais civis, contrabandistas e um advogado, conforme apurado pelo Gaeco do MPSP; os investigadores Marcos Vinicius de Souza Melo e Vagner Ramalho, alvos da ação, estavam ausentes da delegacia no momento da fiscalização, com o primeiro fornecendo senha remota e o segundo recusando-se a comparecer à sede da Corregedoria, segundo decisão judicial.
O contexto imediato revelou que os policiais teriam cobrado 70% do valor das mercadorias apreendidas para devolver caminhões ou liberar os produtos ao proprietário, prática que configura extorsão sistemática e integração com organização criminosa especializada no tráfico de eletrônicos contrabandeados.
Foram encontrados 49 celulares lacrados dentro de um saco de lixo, evidenciando a ocultação deliberada de bens apreendidos em operação criminosa.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
O juiz Djalma Moreira Gomes Junior decretou a prisão preventiva dos dois investigadores com base no risco de interferência probatória e na gravidade dos indícios de corrupção, determinando ainda o afastamento de um terceiro profissional e o bloqueio judicial de bens que chegam a R$ 4 milhões.
A defesa dos acusados ainda não foi localizada pela imprensa, enquanto o Ministério Público segue com as investigações para apurar toda a estrutura da suposta quadrilha que operava com impunidade dentro da unidade policial.



