A Uefa instaurou análise preliminar de processo criminal contra Gianni Infantino, presidente da Fifa, em razão do plano abortado de criação da Fifa Forward Enterprises (FFE), empresa concebida para administrar competições esportivas e ceder participação acionária a investidores externos, com proposta de venda de 20% das ações por US$ 4,2 bilhões (equivalente a R$ 21,71 bilhões), que envolveu o investidor Joshua Kushner e demandou a exibição de documentos sigilosos em prazo crítico de 53 dias.
Contexto Jurídico e O peracional da Denúncia
A investigação da entidade europeia, fundamentada em documentos judiciais obtidos pelo The Times, aponta que as condutas atribuídas ao dirigente fariam violar o Artigo 158 do Código Penal Suíço, tipificando 'má gestão criminosa' com pena máxima de três anos de reclusão; a iniciativa ocorreu após a formalização do plano FFE no final de julho, que previnha a cessionamento de participação acionária sem processo de avaliação independente ou leilão aberto, gerando contestação imediata por parte de conselhos administrativos da federação.
O plano FFE, concebido em segredo durante mais de um ano e anunciado apenas em julho do ano corrente, previa a transferência de 20% das ações da futura companhia para investidores estratégicos, incluindo o fundo Thrive Capital liderado por Joshua Kushner, com proposta financeira considerada 'absurdamente baixa' pela Uefa devido ao valor relativamente inferior ao mercado e à ausência de transparência na negociação.
A Uefa considera o plano FFE 'absurdamente baixo' em valor e carece de transparência técnica e processo seletivo adequado.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A Uefa requisitou formalmente que Joshua Kushner, proprietário do fundo Thrive Capital e associado ao círculo próximo ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, entregue documentação comprobatória sobre as negociações da FFE e compareça para prestar depoimento sob autoridade judicial suíça; o órgão europeu também ameaçou suspender a realização de torneios organizados pela Fifa caso persista a resistência à investigação.
Com apoio consolidado da Concacaf e da AFC, a Uefa articulou uma campanha política interna para impedir a reeleição de Infantino em março de 2027, priorizando a candidatura do canadense Victor Montagliani como representante da oposição ao atual presidente Aleksander Ceferin.



