A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou nesta segunda-feira (2/11) o 13º caso de Mpox na capital em 2026. Até outubro, a pasta havia contabilizado doze diagnósticos da doença, que causa lesões na pele e é provocada pelo vírus MPXV.
O novo paciente, residente do Guará, inicialmente suspeitou de amigdalite devido a febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves pelo corpo. Dias depois, surgiram bolhas com pus nas mãos, pés, costas, peito, cabeça e rosto.
O homem relatou que as lesões eram pequenas no início, coçavam levemente e aumentavam de tamanho até ficarem cheias de líquido semelhante a pus. Ele tentou estourar algumas bolhas, mas foi orientado a não fazer isso porque a secreção pode transmitir o vírus.
Os primeiros sintomas começaram em 26 de outubro e o diagnóstico foi confirmado sete dias depois. O paciente não sabe como contraiu a doença, embora tenha tido contato com pessoas que viajaram para São Paulo e Rio de Janeiro e tenha participado de manifestações políticas.
Por medo de preconceito e julgamentos sobre a forma como contraiu o vírus, o morador preferiu não se identificar. Ele afirmou que ainda existe muito preconceito e que nem todo mundo entende como acontece a transmissão da Mpox.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de uma pessoa infectada, além do compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis contaminados. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir o vírus.
Os sinais mais comuns incluem erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e órgãos genitais.
A confirmação é feita por exame laboratorial molecular a partir de amostras das lesões. Não há medicamento específico aprovado para tratar a doença; o atendimento foca no alívio dos sintomas e na prevenção ou tratamento de complicações.


