O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrou novo recorde histórico na sessão de sexta-feira (9/10), encerrando o pregão com 209.713,22 pontos, consolidando a tendência de alta que começou no início da semana. Às 10h07, o painel já indicava 207.354,18 pontos, com variação positiva de 0,55%, refletindo o otimismo do mercado em um cenário de expectativa com relação à pesquisa eleitoral e à volatilidade dos commodities.
Recorde Histórico do Ibovespa
Às 11h42, o índice atingiu o patamar máximo intradiário de 209.713,22 pontos, superando o pico anterior registrado na última segunda-feira (5/10), quando alcançou 209.605 pontos às 10h40. Esse marco reforça a força do mercado acionário brasileiro, mesmo com a proximidade do segundo turno das eleições e indicadores macroeconômicos em movimento.
Apesar da volatilidade observada ao longo do dia, com cotações oscilaram entre 208.528,30 pontos (às 14h13) e 209.155 pontos por volta das 15h — quando o Ibovespa operava com elevação de 1,4% —, o desempenho geral foi de consolidação histórica. Na véspera (quinta-feira, 8/10), a Bolsa fechou em 206.220,24 pontos, com alta de 0,94%, indicando continuidade da tendência de valorização.
Inflação e Cenário Eleitoral
A inflação de setembro, medida pelo IPCA, ficou em 0,82% após queda de 0,32% em agosto, sendo puxada principalmente pelo grupo habitação, que registrou alta de 7,98% devido ao fim do Bônus de Itaipu. Esse aumento impactou diretamente os custos com energia elétrica e habitação, fatores que pesam no cálculo do índice de preços ao consumidor.
No contexto eleitoral, as últimas pesquisas apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento Atas Intel desta sexta-feira mostra Flávio com 52,8% das intenções de voto contra 47,2% para Lula, enquanto o Datafolha havia registrado uma liderança similar na semana anterior: 52% a 48%. Paralelamente ao movimento da bolsa e das urnas, o dólar comercial fechou em queda nesta sexta-feira (R$ 4,99), pressionado pela aversão ao risco e pela valorização do real frente ao petróleo brent, cotado a US$ 103,60 com baixa de 0,65% nas últimas 24 horas.



