Em 16 de julho, no aeroporto de Ponta Grossa (PR), o piloto Gustavo Henrique Lara, após celebrar seu primeiro voo solo — marco inaugural em sua trajetória formativa como aviador —, faleceu tragicamente após sofrer uma reação anafilática grave e três paradas cardiorrespiratórias, em decorrência de exposição química a fenol durante o tradicional 'banho de óleo', rito de passagem praticado por alunos em escolas de aviação.
Investigação Forense e Desvendamento da Causa Mortal
A Polícia Científica do Paraná confirmou, por meio de laudo pericial, a presença da substância tóxica fenol nas vestimentas do piloto, evidenciando que as lesões cutâneas observadas no corpo da vítima eram compatíveis aos efeitos corrosivos da química, com queimaduras generalizadas e comprometimento das vias aéreas, o que impediu a respiração até o óbito.
O fato ocorreu em pleno contexto do rito de celebração do primeiro voo solo, prática arriscada que, segundo normas da Anac, está proibida por representar risco à integridade física dos envolvidos; a investigação busca apurar a origem do óleo de motor utilizado no ritual e determinar responsabilidades na cadeia de supervisão das atividades formativas.
A substância fenol, identificada na perícia forense, provocou inchaço das vias aéreas e queimaduras químicas que culminaram na morte do piloto Gustavo Henrique Lara.
Repercussão Legal e Positionamentos Institucionais
A Anac reiterou seu posicionamento contundente ao afirmar que escolas de aviação não podem, sob qualquer circunstância, realizar o trote com óleo de motor em contato com a pele, sob pena de responder por homicídio culposo, conforme previsto na legislação de aviação civil e no Código Penal.
Especialistas em segurança aérea apontam que a prática, ainda que tradicional em certas instituições, viola princípios fundamentais de proteção ao saúde e integridade física dos alunos, exigindo medidas disciplinares rigorosas e revisão dos protocolos formativos para evitar novos episódios trágicos.
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