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Faraó dos Bitcoins revela esquema de manipulação cambial bilionária

PorManuela de MouraVerificadoOrtografia IAPublicado Há 57 min
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Faraó dos Bitcoins revela esquema de manipulação cambial bilionária
Fatos Rápidos da Notícia
  • Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, e sua esposa Mirelis Yoseline Diaz Zerpa foram acionados pela Justiça por movimentarem mais de R$ 38 bilhões em um esquema de criptomoedas que prejudicou cerca de 77 mil pessoas
  • O casal, por meio da GAS Consultoria, atraiu milhares de investidores, incluindo celebridades e pessoas que contraíram empréstimos para aplicar, enquanto Glaidson admitia atuar como 'baleia' para manipular preços de criptomoedas com alavancagem
  • Mirelis negou participação na gestão da carteira de clientes, afirmando ter atuado apenas em estudos e trading, mas o MPF sustenta que ela dividia com o marido a liderança do esquema; ambos foram presos em 2021 e o julgamento foi remarcado para fevereiro de 2027
Resumo Editorial

O casal Glaidson e Mirelis responde por movimentar R$ 38 bilhões em esquema piramidal de criptomoedas que vitimou 77 mil pessoas.

O Faraó dos Bitcoins, Glaidson Acácio dos Santos, e a esposa Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, foram formalmente indiciados pela Justiça federal por movimentarem mais de R$ 38 bilhões em um complexo esquema de criptomoedas que vitimou aproximadamente 77 mil pessoas, segundo apurações judiciais que consolidam a magnitude do fraude financeira operada por meio da GAS Consultoria.

Contexto Institucional e Estrutura do Esquema Fraudulento

A apuração conduzida pelo Ministério Público Federal revelou que o casal, por meio da GAS Consultoria, captou recursos de investidores sob a promessa de retornos superiores aos do mercado tradicional, enquanto Glaidson assumia a conduta de 'baleia' para manipular preços de ativos digitais com alavancagem de até 10 vezes, coordenando operações com outros agentes para desvalorizar criptomoedas e gerar ganhos ilícitos.

Antecedentes indicam que o esquema se configurou como uma estrutura piramidal disfarçada de fundo de investimento em ativos digitais, atraindo figuras públicas e indivíduos que contraíram empréstimos para aplicar capital, com a Justiça tendo preso ambos em 2021, enquanto Mirelis foi capturada nos Estados Unidos após retorno forçado e deportação para o Brasil, com julgamento remarcado para fevereiro de 2027.

Ponto de Destaque

O esquema movimentou mais de R$ 38 bilhões e deixou cerca de 77 mil vítimas em todo o Brasil.

Repercussão Legal e Desdobramentos do Julgamento

O Ministério Público Federal mantém que Mirelis compartilhava com Glaidson a direção operacional da carteira de clientes, apesar de sua defesa alegar exclusividade técnica e ausência de envolvimento na gestão efetiva, o que não impediu a denúncia formal por associação criminosa e lavagem de ativos.

O caso, que já passou por perícia técnica da Polícia Federal revelando movimentação de cerca de 4,5 mil bitcoins equivalentes a aproximadamente R$ 1 bilhão no momento das transações, deve chegar à fase decisória em 2027 com possibilidade de aplicação de sanções que incluem prisão perpétua e inabilitação por crimes contra o sistema financeiro.

Atenção / Ponto Crítico
O julgamento final está marcado para fevereiro de 2027, quando o casal enfrentará decisões judiciais definitivas sobre sua responsabilidade criminal.

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