O marqueteiro Sergio Lima, responsável pela campanha do candidato presidencial Augusto Cury, afirmou à que o crescimento acelerado nas redes sociais do político se deve a uma estratégia deliberada de capitalizar ataques de esquerda e direita, enquanto negou categoricamente a utilização de bots ou perfis falsos, alegando que 95% dos seguidores são brasileiros reais. O político, identificador como conservador com visão de Estado presente, tem intensificado sua exposição perante o eleitorado por meio de conexão emocional e conteúdo educacional em saúde, educação e segurança.
Estratégia de Comunicação e Fundamentação da Narrativa
A apuração da revelou que Lima, marqueteiro com histórico de atuação junto à família Bolsonaro e na campanha de Cury, utilizou dados demográficos para reforçar a legitimidade do crescimento registrado nas plataformas digitais. Ao declarar que 'não tem como ser robô', por considerar os seguidores 'reais' e 'não manipuláveis', o profissional buscou desmontar acusações de fraude eleitoral digital, sustentando sua tese com base na identidade nacional dos perfis.
O contexto histórico da campanha demonstra que Cury já contava com forte presença orgânica no ambiente digital, impulsionada pela notoriedade adquirida por meio da divulgação de livros e debates anteriores. A estratégia adotada por Lima consiste em transformar críticas externas em trampolim para maior reconhecimento, ao mesmo tempo em que propõe aprofundar o debate em políticas públicas estruturais para legitimar seu posicionamento político.
95% dos seguidores de Cury nas redes sociais são brasileiros reais, segundo Sergio Lima
Repercussão Política e Desafios na Transparência Digital
A declaração de Lima gerou reações mistas entre analistas políticos e órgãos reguladores, diante da necessidade de equilibrar liberdade de expressão digital com mecanismos de combate à desinformação e manipulação eleitoral. Autoridades como a Justiça Eleitoral têm sinalizado vigilância quanto ao uso sistemático de práticas artificiais para distorcer o debate público.
Especialistas apontam que a estratégia de explorar ataques externos para expandir alcance eleitoral pode acelerar a polarização, ao mesmo tempo em que desafia a transparência do financiamento e da origem dos engajamentos online, exigindo maior fiscalização por parte do TSE.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu prazo crítico para auditoria das contas digitais da campanha até 30 dias após o registro eleitoral.



