A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, realizada entre 18 e 20 de setembro de 2023, revelou que 27% dos brasileiros consideram a saúde pública — marcada por escassez de médicos, medicamentos e longas filas de atendimento — o principal problema do país, fato que evidencia a fragilidade estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS) diante das demandas da população, especialmente entre os grupos socioeconômicos mais vulneráveis.
Contexto Institucional e Evidências da Crise Sanitária
A pesquisa, conduzida por telefone com amostra de 2.006 indivíduos e margem de erro de 2 pontos percentuais com confiança de 95%, identificou que a preocupação com a saúde pública é intensificada entre famílias com renda perante a 1 salário mínimo (44%), beneficiários do Bolsa Família (38%) e pessoas com ensino fundamental (37%), refletindo uma divisão marcante entre estratos sociais que dependem integralmente do SUS para acesso a serviços médicos básicos.
O s dados corroboram um cenário de crescente insatisfação institucional, já que a ausência de profissionais de saúde, a desatualização de equipamentos e a sobrecarga nas unidades de atendimento têm gerado desgaste social, especialmente em regiões metropolitanas (31%) e capitais (28%), onde a concentração populacional amplia a pressão sobre os serviços públicos.
27% dos brasileiros identificam a saúde pública como o principal problema nacional, evidenciando uma crise sistêmica no acesso a serviços médicos essenciais.
Repercussão O ficial e Desafios Futuro
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que a saúde pública representa 'a grande dor social da população que está na base da pirâmide socioeconômica', ressaltando que mulheres (35%) cobram melhorias com intensidade quase duas vezes maior que os homens (19%), e que idosos acima de 60 anos (34%) manifestam prioridade maior em relação a jovens de 16 a 24 anos (11%).
Diante do quadro, o Ministério da Saúde deve priorizar investimentos em contratação de profissionais, ampliação de estoques farmacêuticos e redução de filas, enquanto o Supremo Tribunal Federal já sinalizou entendimento favorável à obrigatoriedade de cumprimento integral das ações judiciais que determinam prazos para oferta de medicamentos em casos críticos.



