Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais e passou a articular ações do bolsonarismo a partir dos Estados Unidos, ao lado dos deputados federais cassados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, além do jornalista Paulo Figueiredo e outras figuras como Allan dos Santos. O grupo brasileiro orbita em torno do secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana e ferrenho opositor de governos de esquerda e de imigrantes, que foi um dos principais articuladores das ações do governo republicano contra o Brasil. No início da administração Trump, o presidente justificou sanções impostas ao país e a autoridades brasileiras como resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão por golpe de estado.
Apesar da tentativa de reorganização do bolsonarismo em torno de Flávio nos Estados Unidos, não se sabe até que ponto isso terá efetividade no Brasil. O senador não terá mais mandato a partir de janeiro de 2027, quando perde o foro privilegiado, e fora do país não é possível afirmar se manterá influência sobre outros nomes do clã que terão mandato, como Michelle, Carlos e Jair Renan. No Brasil, membros do PL viram a movimentação como estranha, exagerada e desnecessária, e a maioria da ala partidária e governadores ligados à sigla reconheceu formalmente o resultado e a lisura do processo eleitoral.



