No âmbito do Supremo Tribunal Federal, o presidente Edson Fachin suspendeu, na quarta‑feira (9/9), as decisões conflitantes de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal, preservando a permanência de Andrei Rodrigues como diretor‑geral e de Leandro Almada à frente da Diretoria de Inteligência, concedendo-lhe 48 horas para manifestação e deixando o futuro do cargo em aberto, ao mesmo tempo em que retirou de Alexandre de Moraes a condução do inquérito das fake news, preservando os atos já praticados e transferindo a responsabilidade para a Presidência do STF.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão
A apuração realizada por órgãos da magistratura revelou que as duas decisões preliminares, proferidas por seus respectivos relatores, criaram um cenário de insegurança institucional ao confrontar a visão de um ministro que defendia a continuidade da investigação das fake news com a proposta de outro que apontava para a necessidade de encerramento imediato do processo; Fachin, ao intervir, destacou o risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, sinalizando a urgência de restabelecer a unidade da Presidência.
Nos dias que antecederam a medida, o ministro Alexandre de Moraes havia assumido o controle do inquérito das fake news desde 2019, utilizando-o como instrumento de grande alcance político; ao mesmo tempo, André Mendonça articulava linhas de atuação que ameaçavam a estabilidade da cúpula da Polícia Federal, gerando uma divisão visível no seio do tribunal e enfraquecendo a autoridade da Presidência.



