Em 9 de novembro, a ex-primeira dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), divulgou vídeo no qual convocou as presidentes estaduais do PL Mulher para manifestação de apoio à candidatura de seu filho, Flávio Bolsonaro, ao Senado Federal, em movimento que reconfigura as alianças partidárias e evidencia tensões internas no partido.
Contexto Histórico e Estrutura de Alianças no PL
A publicação do material audiovisual, realizada na plataforma digital oficial da campanha, ocorreu em meio a um contexto de reconfiguração das lideranças femininas no PL, após a desfiliação de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher em junho de 2023, evento provocado por divergências estratégicas e desgaste político derivado de declarações públicas contra o enteado Flávio Bolsonaro, conforme registrado em gravações divulgadas pela imprensa em maio do mesmo ano.
A iniciativa de Michelle Bolsonaro representa um retorno ostensivo à atuação política feminina no partido, ao mesmo tempo em que reforça a influência da base familiar na direção do PL, após período de afastamento institucional da ala mulheres, que passou a atuar com autonomia relativa desde a saída da ex-primeira dama.
A convocação de seis presidentes estaduais do PL Mulher demonstra consolidação da estratégia bolsonarista de centralizar o apoio familiar nas eleições de 2026.
Repercussão Política e Desafios de Coesão Interna
A postura de Michelle Bolsonaro gerou reações variadas dentro do PL Mulher, com alguns membros destacando a importância da unidade familiar para a campanha nacional, enquanto outros manifestaram preocupação com a priorização de interesses individuais sobre a agenda institucional do partido.
A decisão reforça o risco de fragmentação das estruturas estaduais do PL Mulher, especialmente em regiões onde há disputa entre facções bolsonaristas, exigindo que as lideranças equilibrem lealdade pessoal com compromisso programático com as diretrizes partidárias.



