Em 25 de outubro de 2026, o povo chegou ao Poder novamente, segundo o arquiteto e escritor Pedro Costa, que estabelece um paralelo entre este evento e a Revolução Bolchevique de 1917. O autor destaca que ambos os movimentos se baseiam em ideais como igualdade, fraternidade, liberdade e busca da felicidade, ressaltando que, diferentemente da Rússia, onde a força instalou uma ditadura, no Brasil a mudança ocorreu pelo voto, evitando um regime autoritário.
Costa atribui a conquista principalmente à iniciativa dos jovens e à mobilização popular liderada por Lula, que trouxe esperança de justiça e paz. Ele enfatiza a importância de manter uma pressão permanente sobre os eleitos para evitar abusos e corrupção, propondo que a organização política saia do modelo de obediência cega para se tornar uma rede de ideias múltiplas voltadas ao bem comum.
O texto rejeita qualquer forma de pacificação com a extrema-direita, definindo-a como acomodação com delírios fascistas. Para o autor, a busca pela paz não aceita o mal e deve ser reafirmada diariamente. Ele também se posiciona contra anistia ou indulto para Jair Bolsonaro e aliados, argumentando que anistiados historicamente tentam novos golpes.
Entre as medidas urgentes apontadas estão a aprovação da PEC da Segurança Pública para transferir o controle da área à União e a contenção das emendas parlamentares. O autor defende ainda uma reforma eleitoral com democracia partidária rígida e redução dos fundos partidários para afastar corruptos da disputa.
Ao final, Costa convida a sociedade a levar a 'Revolução de Outubro' às últimas consequências para que se mantenha fiel aos seus ideais.



