André Janones (Rede-MG) negou, no último domingo, que aceitaria chefiar um ministério no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o parlamentar declarou que não será ministro do governo Lula e que continuará na Câmara dos Deputados representando o povo.
A especulação sobre um possível cargo ministerial surgiu após Janones criar o canal do WhatsApp 'Exército do Lula', que alcançou mais de 10 milhões de participantes após o primeiro turno das eleições. Para o deputado, o modelo de comunicação é transitório e necessário para garantir governabilidade ao presidente, embora não funcione como uma democracia plena.
Janones também abordou as críticas às gigantes de tecnologia, chamadas de big techs, após a campanha de Lula acusar a Meta de interferência nas eleições em favor de Flávio Bolsonaro. A campanha apontou que a página do senador tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2% a menos de seguidores.
A Meta negou a interferência nas eleições, citando problemas técnicos nas plataformas. O Comitê de Supervisão da empresa avaliou que havia falhas recorrentes no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela companhia.



