A Justiça de São Paulo manteve nesta quinta-feira (1º) o julgamento do médico Luiz Antonio Garnica e da mãe dele, Elizabete Arrabaça, investigados pela morte da professora Larissa Rodrigues, de 37 anos, envenenada em março de 2024, após decisões judiciais negarem integralmente os recursos interpostos pelas defesas e manterem a sentença condenatória.
Contexto Jurídico e Evidências Forenses do Caso
As investigações policiais revelaram que o crime foi planejado com antecedência, com Luiz Antonio Garnica arquitetando o envenenamento por questões patrimoniais após Larissa descobrir sua traição e requerer o divórcio, enquanto Elizabete Arrabaça efetuou a aplicação do 'chumbinho' nos alimentos da vítima, conforme depoimento de testemunha que relatou a procura por 'chumbinho' pela sogra da vítima cerca de 15 dias antes da morte.
A pericia técnica constatou movimentação irregular na conta bancária da falecida após seu óbito, com transações realizadas via cartão de crédito e aplicativos financeiros pelo réu Luiz Antonio Garnica, além da tentativa de limpeza do apartamento pelo mesmo, conduta interpretada pelas autoridades como tentativa de obstrução à colheita de provas periciais.
A Justiça manteve integralmente a sentença condenatória contra o médico Luiz Antonio Garnica e sua mãe Elizabete Arrabaça, réus no homicídio triplamente qualificado da professora Larissa Rodrigues.
Repercussão Legal e Próximos Desdobramentos do Processo
O Ministério Público de São Paulo formalizou denúncia contra ambos pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e fraude processual, com base em laudos periciais que confirmaram o uso deliberado de substância tóxica no alimento da vítima.
A defesa ainda não apresentou manifestação pública oficial sobre a decisão judicial, mantendo silêncio estratégico enquanto o caso segue sob sigilo de justiça e aguarda eventual novo prazo para o início do júri.



