Após o resgate do corpo da menina de 7 anos, o Corpo de Bombeiros encerrou oficialmente as operações de busca e resgate no local do desabamento ocorrido na Penha, zona leste de São Paulo, onde oito pessoas foram encontradas na Rua Tequici, nº 65, Vila Granada. O fato, que mobilizou equipes de emergência durante mais de 48 horas, resultou em seis óbitos — três mulheres, uma menina e dois homens — e duas sobreviventes, uma criança e um homem, todas localizadas nas imediações do prédio em obras que desabou.
Contexto e Desenvolvimento das Buscas e Resgates
As equipes do Corpo de Bombeiros concluíram com rigor técnico a localização de todas as vítimas no terreno da Rua Tequici, no bairro da Vila Granada, onde o edifício sob construção desabou parcialmente em meados de abril, segundo relatório preliminar divulgado pela instituição. As buscas ocorreram em condições adversas de instabilidade estrutural e risco de deslizamentos, exigindo o uso de equipamentos de localização acústica e cães farejadores para mapear os escombros com precisão.
O desabamento, que vitimou oito pessoas entre adultos e crianças que residiam ou transitavam próximo ao local, ocorreu em área cEDO por obras sem as devidas autorizações municipais, conforme apurações iniciais da Fiscalização Técnica Municipal e do Ministério Público Estadual.
Seis vidas foram perdidas e duas sobreviventes resgatadas após o colapso de um edifício em obras na Penha.
Repercussão Legal e Desafios para a Fiscalização Municipal
O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar responsabilidades pelo desabamento de estrutura sob edificação irregular, com foco na compliance de licenças e fiscalização urbanística por parte da Prefeitura de São Paulo. Autoridades dos órgãos fiscalizadores já sinalizaram a necessidade de auditoria rigorosa nos processos de liberação de obras em áreas vulneráveis.
A Prefeitura Municipal informou que acionará o setor técnico-jurídico para avaliar medidas cabíveis, incluindo eventuais processos administrativos e parcerias com o Corpo de Bombeiros para o andamento dos laudos periciais que determinarão as causas do colapso.



