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Política

Centrão articula aprovação do voto distrital misto ainda em novembro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:24
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Centrão articula aprovação do voto distrital misto ainda em novembro
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lideranças do Centrão querem aprovar o voto distrital misto ainda em novembro
  • Hugo Motta e Davi Alcolumbre lideram as articulações para acelerar a proposta
  • PL e PT apresentam resistências à mudança no sistema eleitoral
Resumo Editorial

Lideranças do Centrão buscam acelerar a votação de um novo sistema eleitoral no Brasil antes do início da próxima legislatura, em 2027, substituindo o modelo proporcional pelo voto distrital misto.

Lideranças do Centrão articulam a aprovação de uma mudança no sistema eleitoral brasileiro ainda em novembro. A proposta prevê a adoção do voto distrital misto, em substituição ao atual modelo proporcional, e enfrenta resistências de parlamentares do PL e do PT.

Segundo dirigentes partidários ouvidos pela CNN, caciques de diferentes siglas participam das conversas para viabilizar a mudança. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende o novo modelo e tenta acelerar a tramitação da proposta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também estaria ajudando nas articulações para dar celeridade às discussões.

Lideranças do Centrão minimizam o peso de eventuais votos contrários do PL, mas avaliam que seria importante aprovar a mudança antes do início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027. A avaliação é que a nova composição do Congresso terá maior presença de parlamentares que se beneficiaram do atual sistema eleitoral, especialmente os conhecidos como “puxadores de votos”.

Pelo modelo distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato que representa seu distrito eleitoral e outra em uma lista partidária. Na modalidade de lista fechada, a ordem dos candidatos é definida previamente pelos partidos. Com isso, as direções partidárias ganham maior influência sobre a definição de quem ocupará parte das cadeiras no Legislativo, reduzindo o peso da votação individual na composição das bancadas.

A mudança também altera a dinâmica de eleição de deputados. Atualmente, o sistema proporcional permite que candidatos com votação expressiva contribuam para eleger outros nomes da mesma legenda, mesmo que esses tenham recebido menos votos individualmente. É o mecanismo que permite aos chamados puxadores de votos ampliar a representação de seus partidos.

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