Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, repudiou movimentos que incentivam boicotes a empresas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo nas redes sociais, ele afirmou que políticos de direita e de esquerda que defendem tais práticas deveriam abrir mão do salário, dos auxílios e das verbas de gabinete, pois esses recursos são custeados por empresários e trabalhadores.
A declaração ocorre após publicações nas redes sociais estimularem boicotes a comércios e demissões de trabalhadores que teriam apoiado Lula, seguidas pela derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno presidencial. O Ministério Público do Trabalho determinou a remoção de postagens desse tipo pelas plataformas da Meta e registrou cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral nos três dias após o resultado.
O posicionamento de Cleitinho diverge do defendido pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que apoiou o boicote a empresários e artistas que teriam votado em Lula, argumentando que eleitores de direita têm o direito de não consumir em locais que não condizem com seus princípios.



