O El Niño, monitorado pelo Índice O ceânico Relativo do Niño (RONI) pela NOAA, apresenta 83% de probabilidade de superar, no trimestre outubro‑dezembro de 2024, todos os episódios registrados desde 1950, enquanto a O rganização Meteorológica Mundial projeta anomalia média de 3,7 °C na região Niño 3.4 do Pacífico, quase o dobro do limiar de 2,0 °C que define um evento muito forte.
Contexto Climático e Projeções Científicas
A O rganização Meteorológica Mundial (O MM) estima que a temperatura média da região Niño 3.4 atingirá 3,7 °C, superando em quase 50% o recorde anterior de 2,6 °C verificado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, e configurando um fenômeno de intensidade excepcional.
O Painel El Niño, coordenado pelo Inmet em conjunto com seis instituições parceiras, alerta para secas extremas no centro‑norte do país – onde já foram identificados 24 municípios em situação de seca extrema em apenas um mês – e para excesso de precipitação no sul, onde as projeções da Conab indicam redução da produtividade média das safras nacionais em torno de 366,6 milhões de toneladas de grãos.
A projeção da O MM indica anomalia média de 3,7 °C na região Niño 3.4, o que corresponde a quase o dobro do limiar considerado muito forte.
Repercussões Setoriais e Decisões Institucionais
Autoridades do Banco Central e do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico destacam a necessidade de avaliar se o choque climático afeta expectativas inflacionárias e o consumo de energia; o governo federal sinaliza que medidas fiscais podem ser adotadas para mitigar impactos setoriais que excedem a competência monetária.
Cenários projetados apontam para maior demanda por termoelétricas mais caras no Sul e Sudeste, enquanto a capacidade instalada dos reservatórios da Madeira e de Belo Monte pode ficar abaixo de 15% da produção normal até outubro, gerando risco de racionamento regional.



