A operação foi deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal nesta quarta-feira (4/11) contra uma organização criminosa transnacional ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A estrutura, liderada por uma família, mantinha conexão com um traficante boliviano e atuava no tráfico internacional de drogas e armas.
A investigação identificou que o grupo tinha ramificações em diferentes estados brasileiros e contava com a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal. Os agentes são suspeitos de fornecer informações sigilosas, proteger integrantes da organização e colaborar com as atividades criminosas.
Segundo a PF, a organização é investigada por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. O grupo também é suspeito de envolvimento em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
Classificada pelas forças de segurança como “ultraviolenta”, a estrutura criminosa utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para exercer controle territorial e intimidar rivais.
As investigações apontaram que a atuação se concentrava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.
Drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Posteriormente, abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente à Espanha e a Portugal.



