O Ibovespa fechou em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, refletindo incertezas sobre a política econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar comercial subiu 0,79% e encerrou o pregão a R$ 5,48, o maior patamar de fechamento do ano, após oscilar entre R$ 5,46 e R$ 5,51 durante o dia.
A pressão sobre os ativos aumentou após a repercussão de uma possível reunião entre Lula e o economista André Lara Resende para discutir mudanças nas políticas fiscal e monetária, incluindo a redução gradual da Selic. O ministro da Fazenda negou que haja reunião agendada ou que o governo esteja avaliando a proposta, classificando-a como deficiente.
Investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e medidas para as contas públicas. O Boletim Focus do Banco Central elevou as projeções para inflação, juros e dólar em 2026 e reduziu a estimativa de crescimento do PIB.
No exterior, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos movimentaram os mercados, podendo alterar a composição do Congresso e influenciar a agenda de Donald Trump. As oscilações do petróleo também pesaram sobre os negócios diante de incertezas geopolíticas e perspectivas de oferta global.
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou-se nesta terça-feira, com decisão prevista para quarta-feira sobre o novo patamar da Selic, atualmente em 13,75% ao ano. A expectativa predominante é de manutenção dos juros.
As ações da Petrobras foram um dos principais fatores de pressão sobre o Ibovespa, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais (PETR4) caíram 6,15% e as ordinárias (PETR3) recuaram 5,95%.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 168.005,45 pontos e a mínima de 164.446,53 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 29,4 bilhões.



