Na manhã de 14 de outubro, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), deflagrou operação de busca e captura para identificar e prender os responsáveis pela confecção, distribuição e colagem de panfletos que assemelam o senador Flávio Bolsonaro e o número 22 ao nazismo, após constatação de que mais de 26 mil eleitores do DF anularam o voto para governador ao inserirem o número 22 nas urnas eletrônicas no primeiro turno eleitoral.
Investigações e Procedimentos O ficiais da Ação Policial
A ação policial, coordenada pelo delegado-chefe Victor Dan, mobilizou peritos do Instituto de Criminalística para coletar impressões digitais em alvos como muros, postes e para-brisas no Cruzeiro Velho e região do Sudoeste, com o objetivo de consolidar evidências materiais dos infratores. As investigações apuraram que os panfletos exibiam a imagem do senador caracterizada com o bigode hitleriano e a numeração 22 estilizada como suástica, configurando clara apologia ao regime nazi.
Conforme laudo técnico da PCDF, os atos de difusão da propaganda irregular violam a Lei nº 14.532/2023, que tipifica como crime hediondo a exposição pública de símbolos e íconografia nazistas, com penas que podem chegar a 3 anos de reclusão em regime fechado.
Mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal anularam o voto para governador ao escolherem o número 22 nas urnas eletrônicas no primeiro turno.
Repercussão Jurídica e Institucional
O Ministério Público do Distrito Federal acionou imediatamente a Justiça para requerer a prisão preventiva dos investigados com base no caráter permanente do crime previsto na legislação antirracista, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral (TRE)/DF confirmou estar monitorando eventuais efeitos distortivos na apuração dos votos.
Especialistas em direito eleitoral advertem que a disseminação sistemática dessa propaganda fraudulenta pode invalidar parcialmente o resultado eleitoral ao induzir eleitores a anularem votos por confusão deliberada entre os números 11 e 22.



