O avião modelo Gulfstream G400 decolou na noite de terça-feira (27) de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. Durante o trajeto, a aeronave realizou uma parada técnica em Guayaquil, no Equador, para abastecimento, pois não teria autonomia suficiente para completar a viagem sem reabastecimento.
Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, o trajeto foi planejado para evitar o espaço aéreo brasileiro, afastando o risco de interceptação pelas autoridades locais. A decisão se baseou na determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de apreensão dos passaportes do senador, que não foram entregues à Polícia Federal e posteriormente foram cancelados.
Flávio é investigado em inquéritos relacionados aos casos Dark Horse e Willer Tomaz, além de suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não há mandado de prisão em aberto contra o parlamentar. Uma fonte ponderou que a probabilidade de interceptação seria baixa, mesmo em casos de foragidos com mandado em aberto.
A Força Aérea Brasileira não tem autoridade para atuar contra aeronaves fora do território brasileiro. Se uma aeronave entra no espaço aéreo ou território de um país, fica sujeita às leis locais. Sem pedido de prisão e com passaporte italiano regularizado, Flávio tem direito a deslocamento internacional.



