A autarquia SLU informou que encaminhou o caso à Unidade de Auditoria Interna para avaliação preliminar, visando verificar se há elementos que justifiquem providências administrativas. O órgão esclareceu que as manifestações foram feitas no perfil pessoal da servidora e não representam o posicionamento institucional nem do SLU nem do Governo do Distrito Federal.
A servidora, que também integra o quadro societário da loja LAGO, no Lago Sul, enfrenta suspeitas de conflito de interesses e incompatibilidade de carga horária, uma vez que acumula um cargo em comissão com dedicação integral e atividade empresarial privada. A loja repudiou veementemente o ocorrido, afirmando que Fabiana não atua na gestão da marca e que suas falas são estritamente pessoais.
Após a repercussão negativa, Fabiana publicou um pedido de desculpas em seu perfil fechado, direcionado a seus 1.375 seguidores, reconhecendo ter se expressado de forma impulsiva e lamentando ter ofendido pessoas com julgamentos precipitados. Ela afirmou que assumiu a responsabilidade pelas publicações e reafirmou o compromisso de agir com mais equilíbrio e respeito.
O deputado distrital Gabriel Magno (PT) encaminhou ofícios à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao SLU exigindo providências, afirmando que as manifestações extrapolam os limites da liberdade de expressão e podem configurar crimes de racismo, xenofobia e apologia ao extermínio. O parlamentar pediu ainda o imediato afastamento da servidora e a abertura de procedimento disciplinar.



