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Economia

Transporte é principal gargalo da indústria para 75% dos empresários, aponta CNI

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 06:00
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Transporte é principal gargalo da indústria para 75% dos empresários, aponta CNI
Fatos Rápidos da Notícia
  • Transporte é o principal gargalo de infraestrutura para 75% dos empresários industriais
  • 91% dos empresários relatam aumento nos custos logísticos nos últimos dez anos
  • 98% das empresas usam rodovias para transportar produtos
Resumo Editorial

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria revela que a maioria dos industriais vê o transporte como o maior obstáculo de infraestrutura, com custos logísticos em alta e dependência elevada do modal rodoviário.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado na quinta-feira (5/11), apontou o transporte como o principal gargalo de infraestrutura no Brasil para 75% dos empresários industriais. A pesquisa ouviu 2,5 mil representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país e integra a publicação inédita Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira.

Os problemas de infraestrutura estão pressionando os custos de produção e reduzindo a competitividade do setor. Segundo o estudo, 91% dos empresários afirmam que os custos logísticos aumentaram nos últimos dez anos, sendo que para 70% essa alta foi expressiva e provocou perda de competitividade. A dependência do transporte rodoviário ajuda a explicar o cenário: 98% das empresas entrevistadas usam rodovias para transportar seus produtos, e entre elas, 23% percorrem distâncias superiores a 1,6 mil quilômetros.

A pesquisa mostra ainda que 45% dos empresários que usam caminhões migrariam parte das cargas para outros modais se houvesse infraestrutura adequada. Entre as alternativas citadas por esse grupo, as ferrovias foram mencionadas por 63%, seguidas pelo transporte aéreo (21%) e pelo aquaviário (12%). A redução de custos é o principal motivo para a eventual mudança, apontada por 82% dos entrevistados, seguida pela diminuição de acidentes nas rodovias (43%) e das emissões de gases de efeito estufa (33%).

Entre os segmentos avaliados, as ferrovias receberam a pior nota: apenas 21% dos empresários consideram as condições do setor boas ou ótimas. O resultado contrasta com os aeroportos, que tiveram avaliação positiva de 64%, seguidos por telecomunicações (62%) e energia elétrica (60%). O estudo aponta ainda que, dos cerca de 30 mil quilômetros da malha ferroviária brasileira, 12 mil estão sem qualquer operação — abandonados ou totalmente ociosos.

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