No sábado (26/9), o empresário Gabriel Rocha Kanner afirmou ter sido agredido por seguranças durante o casamento do filho do ministro Alexandre de Moraes, no local da Ciclovia do Rio Pinheiros, interditada desde sexta-feira (25), na zona oeste de São Paulo, enquanto o STF e a Justiça Eleitoral suspenderam temporariamente o acesso ao Instagram de Renan Filho por 24 horas em medida liminar vinculada a postagens políticas.
Contexto Institucional e Histórico da Interdição
O empresário relatou, por meio de postagem nas redes sociais, que estava retornando para sua residência após o evento quando constatou a impossibilidade de transitar pela ciclovia, interditada desde as 15h de sexta-feira (25) para acomodar o casório realizado no bairro Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo; segundo ele, um dos seguranças do local deslocou-se em sua direção, derrubou seu celular e procedeu à agressão física após que ele questionasse a conduta com a frase: "Que isso, amigo?"
A apuração revela que o evento reuniu altos magistrados do STF — Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dino —, do STJ — Gonet —, além de representantes da Polícia Judiciária, Civil e Militar, com policiamento reforçado e presença de veículos do TRT-2, conforme confirmado por testemunhas e registros visuais captados pelo próprio Kanner, enquanto o tentou obter esclarecimentos da Casa Fasano, sede do evento sem resposta até o momento da publicação.
Gabriel Rocha Kanner afirmou ter sido agredido por segurança do casamento do filho do ministro Alexandre de Moraes na ciclovia do Rio Pinheiros interditada desde sexta-feira (25/9).
Repercussão Jurídica e Institucional
A suspensão de 24 horas do Instagram de Renan Filho, ordenada pelo STF e Justiça Eleitoral em medida liminar relacionada a conteúdo político, reforça o caráter sensível dos vínculos institucionais envolvidos no caso Kanner, enquanto a ausência de declaração oficial da Casa Fasano diante das acusações gerais evidencia tensão entre protocolos de transparência e proteção de eventos particulares de alta relevância pública.
O episódio abre precedentes para investigações policiais sobre uso excessivo da força por seguranças em vias públicas durante eventos oficiais, com possibilidade de ação civil ou criminal contra os responsáveis, além de questionamentos sobre a conciliação entre prerrogativas privadas de autoridades e deveres públicos de acesso às infraestruturas urbanas.



