Durante a 81ª Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas, em Nova York, o vice-presidente da China, Han Zheng, proferiu discurso incisivo na tarde de 26 de setembro, no qual condenou as sanções econômicas e o bloqueio imposto pelos Estados Unidos à Cuba, demandando seu encerramento imediato, ao mesmo tempo em que reafirmou a trajetória de estabilidade e crescimento econômico do país sob sua liderança.
Contexto Institucional e Histórico da Crítica às Sanções
O vice-presidente chinês, Han Zheng, discursou perante a comunidade internacional em Nova York, utilizando linguagem diplomática para criticar o que classificou como 'ameaça da força' e o 'bloqueio e as sanções' contra Cuba, sem citar nominalmente os Estados Unidos, em alusão indireta ao país que lidera o cerco econômico desde 1960.
A fala ocorreu em um cenário de tensões geopolíticas marcadas pela guerra entre Israel e Irã, com a Rússia reafirmando sua continuidade na invasão à Ucrânia, enquanto a China aproveita o palco global para consolidar sua posição como potência responsável e defensora do direito soberano das nações.
A China insiste no fim imediato do bloqueio econômico e das sanções contra Cuba, apesar de os Estados Unidos manterem restrições que já duram mais de seis décadas.
Repercussão Estratégica e Alinhamento Internacional
A declaração de Han Zheng contou com apoio tácito de aliados estratégicos da China na região árabe, em especial com países do Golfo Persico que também questionam a legitimidade das intervenções unilaterais dos EUA no O riente Médio.
O encontro entre Xi Jinping e Donald Trump na Casa Branca culminou em acordo para redução de impostos de importação sobre US$ 30 bilhões em mercadorias mútuas, sinalizando um esforço coordenado para equilibrar as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.



